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Reabilitação nas disfunções vestibulares

Reabilitação Vestibular

A reabilitação do sistema vestibular é uma das técnicas usadas com excelentes resultados nas alterações labirínticas, tonturas, zumbidos e desequilíbrios posturais, podendo ainda estar associada a tratamentos medicamentosos e cirúrgicos, mudança nos hábitos de vida, incluindo os hábitos alimentares saudáveis e suspensão de vícios inadequados, como tabagismo e alcoolismo. Pode ser utilizada, no período pré e pós-operatório do paciente, restaurando, assim, as suas funções labirínticas e suas capacidades funcionais afetadas pelos distúrbios vestibulares e somatossensoriais. Considerada como um tratamento terapêutico, os exercícios vestibulares buscam promover a melhora do equilíbrio global, da qualidade de vida e a restauração da orientação espacial para o mais próximo do fisiológico, através da estimulação dos fenômenos de adaptação envolvendo a habituação e a compensação. Muitos estudos vêm sendo realizados nesta área, buscando a melhor aplicação das técnicas e dos resultados por eles obtidos, nas disfunções proporcionados pelos déficits vestibulares, em todo o sistema músculo esquelético, somatossensorial e optocinético. A técnica de reabilitação vestibular proposta por Cooksey e Cawthorne na Inglaterra em 1940, tem como objetivo tratar os distúrbios vestibulares, baseados em mecanismos de habituação, substituição e adaptação, implementando novos arranjos nas informações sensoriais periféricas, permitindo novos padrões de estimulação vestibular necessários para realização das atividades de forma automática e precisa. O treinamento dessas funções torna mais eficiente as reações de equilíbrio, diminuindo os desequilíbrios posturais e, consequentemente, as quedas, já que utiliza movimentos cefálicos, cervicais e oculares, nas posturas sentada, em apoio bipodal, unipodal e durante a deambulação, em superfícies instáveis, com diminuição da sensação.

A reabilitação vestibular tem a função de melhorar a estabilidade do controle postural estático e dinâmico, promovendo a estabilidade postural em diversos meios sensoriais com manipulação visual, somatossensitivo, insinuação vestibular com combinações progressivas simples, associadas a superfícies diferentes em cada posição adotada, movimentos cefálicos junto à performance nas mudanças visuais. Além dos exercícios estáticos verificam-se posições fadigáveis e exercícios dinâmicos que incluem rotações de tronco. Os exercícios realizados para melhora da postura estática e dinâmica incluem alterações na posição da base, deixando-a mais estreita em postura ortostática, visualizar objetos com estreitamento da base, associados posteriormente à flexão e extensão da cabeça a 30º com os olhos abertos e fechados, andar com alteração do tamanho da base de sustentação, com apoio e, posteriormente, sem apoio, com os olhos abertos e fechados e associados a movimentos cefálicos para a direita e para a esquerda. Para trabalhar os mecanismos proprioceptores, localizados na planta dos pés, devem-se utilizar superfícies de texturas diferentes, com treinamento de marcha, exercícios com olhos fechados, abertos e com movimentos cefálicos. Com isso o paciente vai apresentar uma melhora no quadro em que se encontra, visando o equilíbrio a propriocepção,  promovendo independência nas  habilidades para a execução das AVDs. O intuito é melhorar a auto estima e devolver ao paciente uma independência funcional. Para que a terapia seja eficaz é preciso fazer uma boa avaliação e programar um tratamento de acordo com suas necessidades, abrangendo suas incapacidades funcionais e a execução das atividades de vida diária.

Fonte: PERSPECTIVAS ONLINE, Campos dos Goytacazes, v.1, n.3, p.88-100, 2007
Fonte: UNISUL